quinta-feira, 25 de junho de 2009

MICROSOFT INSISTE NA MORTE DE JORNAIS E REVISTAS

Steve Ballmer, CEO da Microsoft. Foto: Gustavo Scatena

No futuro todo o conteúdo será digital” foi a frase lapidar que Steve Ballmer, CEO da Microsoft, usou para iniciar sua apresentação no Palais des Festivals em Cannes. O carismático Ballmer também falou para um auditório lotado sobre um possível acordo com o Yahoo, sobre a próxima versão do Windows e também sobre o progresso da companhia no mercado de ferramentas de busca.

Em alguns anos, não existirão jornais em papel ou revistas. Também não existirá mais a televisão tal e qual a conhecemos hoje. A profecia não é nova, mas desta vez conta com um peso-pesado da indústria da dimensão de Ballmer, o maior responsável pela Microsoft.

De acordo com Ballmer, qualquer conteúdo do futuro será marcado por seis características, com as quais terá que se adaptar ou morrer. Além de digital, será social (permitirá que eu me relacione com meus contatos), interativo (poderei atuar com ele), integrado (oferecerá muitas informações e serviços relacionados no mesmo lugar), relevante (dará apenas aquilo que me interessa) e multimídia (poderá ser acessado via internet, celular, um console de videogame como o Xbox, da própria Microsoft). Ballmer não arrisca a dizer, contudo, quando tudo isso se tornará realidade.

Além de Biz Stone, CEO do Twitter, Ballmer foi a única personalidade que até o momento lotou o salão Debussy do Palais. No caso de Ballmer, foi necessário também habilitar outras salas, que projetavam a palestra. Embora seja um clássico no mundo da tecnologia, a Microsoft não parece ter perdido seu poder de atração.

Eram inevitáveis as referências ao Google em sua fala, assim como a estratégia para derrotar seu feroz inimigo, agora que a Microsoft acaba de lançar sua nova ferramenta de busca, o Bing, no mercado. A carta na manga é a aposta nas tecnologias de linguagem natural, que garante que se realizará um importante esforço de inovação.

“A busca não será mais uma atividade estática. No futuro não será como ‘mostre-me um monte de links azuis’” diz Ballmer. Parece que logo veremos os primeiros esforços neste sentido, e em vez de introduzir termos de busca, poderemos pedir diretamente à ferramenta “diga-me quais são os médicos na minha cidade que mais sabem sobre esta doença”.

E dentro desta área, há ainda a possibilidade de se chegar a um acordo com o Yahoo? “Continuamos abertos a um acordo. Faz sentido porque poderíamos prestar um serviço melhor e mais relevante aos nossos usuários”. O acordo, ou a compra, não parece sumido do horizonte.

Ballmer também teve tempo para falar do Windows 7, que é reconhecido como prioridade da empresa e que será lançado no mercado em outubro. Ele destacou que os 20 milhões de assinantes que já jogam e interagem com o Xbox Live representam uma quantidade maior do que a de qualquer plataforma de televisão a cabo nos EUA. Ballmer deu pistas sobre o constante desenvolvimento das interfaces, que logo veremos funcionando com reconhecimento de voz e vídeo. Em resumo, o líder da Microsoft ressalta que a revolução digital, longe de estar parada, continuará a nos surpreender cada vez mais. “Dentro de 5 anos, olharemos para trás e pensaremos “Nossa, como as coisas mudaram”, exclamou Ballmer.

Fonte: Terra

Previsões, como sempre são difíceis de se acreditar até que se tornem verdadeiras... E em se tratando de Steve Ballmer, podemos afirmar que coragem o ousadia não lhe falta...

E você? Qual a sua opinião sobre a previsão da "Extinção" dos jornais e revistas feita por Ballmer? COMENTE!!

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